Christophe Girard
Título da comunicação: Pour une politique culturelle populaire et savante
Tema: Nuit Blanche, Centquatre et Gratuité des Musées, comment les concilier ?
Christophe
Girard foi eleito Presidente da Câmara do 4ème
arrondissement de Paris a 2 de Julho de 2012. Era então, desde 2001 com
reeleição em 2008, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Paris e esteve na
origem de grandes projectos culturais, entre os quais “Nuit Blanche”. Trabalha
desde há vários anos no meio da moda, nomeadamente como Director de Estratégia
moda e marroquinaria de LVMH – Louis Vuitton Moët Hennessy. Christophe Girard é
também co-produtor de documentários (recentemente Tomboy de Céline Sciamma, Hold Up Films) e publicou três livros (La Défaillance des Pudeurs, um romance editado
pela Seuil, Père comme les autres, um
ensaio sobre a homoparentalidade nas edições Hachette, Le Petit Livre Rouge de la Culture na Flammarion) e a novela
sentimental em torno do 11 de Setembro, L'Équinoxe
du 11 septembre, publicada no sítio Yagg.com, em 2011.
Integrou
vários conselhos de administração em meio universitário, cultural e médico (Centre
national d'art et de culture Georges Pompidou, Musée d'Art et d'Histoire du
Judaïsme, Centre Culturel de l'Ouest - Abbaye de Fontevraud, Foundation for
Arts Initiative em New York, Centquatre, Université Paris VIII, Hôpital Sainte
Anne). É igualmente produtor do vinho Gigondas (Côtes du Rhône).
Membro do Partido
Socialista desde 2005, é Conselheiro regional desde 21 de Março de 2010.
Diplomado pelo British Institute em
Paris e antigo aluno do Institut National des Langues et Civilisations
Orientales (japonês).
Biografia detalhada no
blogue de Christophe Girard : www.christophe-girard.fr/a-propos/
Jean-François Chougnet
Título da comunicação: Uma visão territorial da cultura?
Título da comunicação: Uma visão territorial da cultura?
Licenciado em Ciência Política e Doutorado pela École Nationale d´Administration.
Foi o director-geral de La Vilette e do Centro de Exposições entre 2001 e 2006.
Responsável pela programação do Ano do Brasil em França. Ex-director do Museu
Berardo. É actualmente Presidente de Marselha 2013 – Capital Europeia da
Cultura
José A. Bragança de Miranda
Título da comunicação: A arte no momento global
Título da comunicação: A arte no momento global
Doutorado em Ciências da Comunicação pela Unversidade Nova de Lisboa
(1990), com agregação em «Teoria da Cultura» (2000) na mesma Universidade.
Actualmente é Professor Associado do Departamento de Ciências da
Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, colaborando desde 1992 como
Professor Catedrático convidado na Universidade Lusófona. Tem leccionado nas áreas
da Teoria da Cultura e das artes contemporênas, da Teoria dos Media e da
cibercultura. É investigador do «Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens»
(CECL).
Membro de redacção de várias revistas especializadas, foi director da «Revista
de Comunicação e Linguagens» (RCL), sendo actualamente director da revista
Caleidoscópio. É vice-Presidente da SOPCOM-Associação Portuguesa de Ciências da
Comunicação de que foi co-fundador. Comissariou o projecta Ligações_Links_Liaisons
para o Porto2001 – Capital europeia de cultura, em colaboração com Maria Teresa
Cruz, projecto de que resultou o livro Crítica das Ligações na Era da Técnica
(Tropismos, 2002).
Foi Presidente do painel de Ciências da Comunicação da FCT, Presidente
do Júri para Documentário (2006) do Icam, membro do júri de premiação da
BESfoto (2008), etc. Autor de numerosos ensaios nas mais diversas áreas da
cultura contemporânea, das suas publicações destacam-se apenas os Livros Analítica
da Actualidade, Política e Modernidade, Traços.
Ensaios sobre a Cultura Contemporânea, Teoria da Cultura, Síntese,
Albuquerque Mendes ou o Ardor da Arte, Queda Sem Fim, Envios. Uma experimentação
filosófica nos Blogues e Corpo e Imagem. Tem abordado a arte contemporânea em vários
ensaios, nomeadamente sobre as «artes interactivas», as relações entre «Arte e
Corpo», ou as obras de Richard Tuttle, de Jimmie Durham, de Jorge Molder, de Stelarc,
Romy Castro, Alberto Carneiro, etc.
Rui
Horta
Título da comunicação: Olhar o invisível
Rui Horta fez grande parte do seu percurso
nos EUA e na Alemanha,
sendo um dos mais
importantes impulsionadores da criação emergente em Portugal. O seu trabalho, apresentado
regularmente em importantes teatros e festivais em todo o Mundo, é considerado uma referência da dança
europeia. Em 2000, fundou em Montemor-o-Novo, o Espaço do Tempo, um centro
multidisciplinar de experimentação artística. As suas criações estão em
companhias tais como o Culberg Ballet, o Grand Ballet de l'Opera de Genéve, a Ópera
de Maselha, ou o Netherlands Dance
Theatre. Recebeu prémios tais como
o Grand Prix de Bagnolet, o Deutsche Produzent Preis, o Prémio Acarte, O Prémio
Almada, o grau de Oficial da Ordem do Infante e o grau de Chevalier de l'Ordre
des Arts et des Lettres.
Helena Garrido
Jornalista.
É directora-adjunta do Jornal de Negócios, professora de Jornalismo Económico e
de Jornalismo e Instituições Europeias na Universidade Lusófona de Humanidades
e Tecnologias. Fez parte da direcção do Diário de Notícias com António José
Teixeira, trabalhou, entre outros, no Público e no Expresso. Formou-se em
Economia na Universidade Nova de Lisboa.
Tiago Bartolomeu Costa
Título da comunicação: A cultura precisa da política. O contrário fica por definir.
Tiago Bartolomeu Costa (Caldas da
Rainha, 1979)
Especialista em Estudos de Teatro pela
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorando em Artes - Artes
Performativas e do Movimento na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Jornalista e crítico de artes performativas no jornal PÚBLICO, fundou e dirigiu
a publicação OBSCENA - revista de artes performativas
(2007-2011). Colabora regularmente com publicações internacionais
especializadas, tem textos publicados em catálogos e programas de diversas
companhias e teatros e coordenou edições especiais das revistas TEAM NETWORK
YEARBOOK 2009/10, MOUVEMENT, e BOA UNIÃO (Teatro Viriato/ West_Where).
Comissariou os ciclos "Pensar a
criação contemporânea" (Culturgest, 2007), "Relações (auto)críticas -
encontro sobre crítica de dança", Fábrica de Movimentos/Fundação de
Serralves, 2008) e Modo Interrogativo (Teatro Municipal São Luiz, 2012-2013).
Colabora com o Théâtre de la Ville na organização do programa Chantier
d'Europe/Portugal (Junho 2013).
Foi distinguido, em 2009, com o prémio
Internacional Cultural Leadership, atribuída pelo British Council, e em 2011
com o Prémio Internacional de Jornalismo Carlos Porto/Festival de Teatro de Almada,
atribuído pela Câmara Municipal de Almada (recebeu, em 2008, uma menção honrosa
do mesmo prémio). Publicou, em 2011, em França, a convite do Centre
Pompidou-Metz, a monografia "Tiago Guedes" sobre o coreógrafo
português, inaugurando a colecção "Instantanés".
André
E. Teodósio
Título da comunicação: Megalopsiquia - para uma maximização de
recursos.
André e. Teodósio nasceu em Lisboa em 1977. Frequentou o Conservatório Nacional de Música, a Escola Superior de Música e a Escola Superior de Teatro e Cinema. Fez várias formações na Gulbenkian, tendo assinado a encenação da ópera «Riders to The Sea» como prova final. É membro fundador do Teatro Praga, tendo também integrado a companhia de teatro Casa Conveniente, e colabora assiduamente com a companhia de teatro Cão Solteiro. Para além dos trabalhos desenvolvidos com o Teatro Praga encenou a solo os espectáculos "Três mulheres", de Sylvia Plath, "Diário de um louco", de Nikolai Gogol, "Super-Gorila" e "Supernova", co-criados com José Maria Vieira Mendes e André Godinho. Encenou as óperas "Metanoite", de João Madureira, "Outro Fim", de António Pinho Vargas, "Blue Monday", de George Gershwin e "Gianni Schicchi", de Giacomo Puccini . Escreve regularmente para diversas publicações sendo autor do texto "Cenofobia" editado pela Fundação Culturgest e autor do ciclo Top Models que inclui "Susana Pomba (um mito urbano)" e "Paula Sá Nogueira (um bestiário)". É ainda co-autor do bailado «Perda Preciosa» na Companhia Nacional de Bailado. Tem apresentado os seus trabalhos em inúmeros teatros portugueses e estrangeiros.
Francisco Luís Parreira
Título
da comunicação: O fim da arte como
requisito preliminar do começo da política
Francisco Luís
Parreira é Doutorado em Ciências da Comunicação, pela UNL (especialidade
de Cultura Contemporâna e Novas Tecnologias). Licenciatura em Filosofia (UL). Pós-graduação
em Ciências Diplomáticas (ISCSP). Foi bolseiro da Fundação para a Ciência e
Tecnologia. Publicou teatro e poesia. Publicações académicas na área da teoria
da cultura, da estética e da teoria política. Publicação jornalística: crítica
literária e crónica cultural (jornal Público). Nas artes, exerceu actividade
como dramaturgo, encenador, tradutor, guionista e actor. Professor.
Patrícia Trindade
Título
da comunicação: DIG DIG: Digging for
Culture in a Crashing Economy.
Patrícia
Trindade (1980) é curadora e mediadora cultural. Pós-graduada em Pintura pela
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, completou, em 2008, o curso
de Mestrado em Estudos Curatoriais pela mesma faculdade numa parceria com a
Fundação Calouste Gulbenkian. Comissariou a exposição "Alternativa Um:
Respostas Polémicas à Alternativa Zero", no Pavilhão 28 (2008),
"Belém à Sexta" com Susana Guardado, no Museu Coleção Berardo (2008)
e "DIG DIG: Digging for Culture in a Crashing Economy", na Plataforma
Revólver (2012). Foi co-produtora e responsável pela conceção gráfica do
catálogo da exposição "Linhas Invisíveis", em Torres Vedras (2010).
Ainda em 2010, foi elemento do júri (convidada na qualidade de curador
independente) de seleção de obras para o “SUMMER CALLING” da Galeria 3+1, em
Lisboa. Colabora com o Museu Coleção Berardo desde a sua génese e concebe
regularmente atividades e oficinas do Serviço Educativo, assim como publicações
lúdico-pedagógicas para crianças. Em 2010, ocupou o cargo de assistente de
curadoria no Bétonsalon – centre d’art et recherche, em Paris, com uma bolsa
INOV-ART. É, desde setembro de 2011, coordenadora de exposições na Plataforma
Revólver, em Lisboa, e escreve regularmente artigos (arte contemporânea) para
diversas revistas, entre elas a Artecapital, a Magnética e a MUDA.
Paulo Cunha e Silva
Título da comunicação: O Que é uma Obra de Arte? Para que serve? O
que vale? Quanto custa?
O seu
trabalho de investigação desenvolve-se em torno do problema do corpo e das suas
representações, utilizando para tal as metodologias da complexidade. Daí a sua
relação com o universo das Artes Plásticas, onde tem sido comissário de várias
exposições e desenvolvido actividade crítica, com o universo da Dança Contemporânea,
do Cinema, do Design, da Teoria Médica, das Ciências do Desporto, como teórico,
ensaísta, júri de vários prémios, e orientador de trabalhos académicos
(mestrados e doutoramentos).
Escreveu “O
Lugar do Corpo: Elementos para uma Cartografia Fractal” (1999, Edições Piaget)
e “Portugal no Hospital: identidades, instabilidades e outras crises” (2007, Quási Editora).
Tem promovido
regularmente desde 1990 na Fundação de Serralves (e outras instituições
culturais nacionais e internacionais, Fundação Gulbenkian, Trienal de Luanda)
um conjunto de actividades interdisciplinares em torno dos grandes temas da
cultura contemporânea. É o coordenador científico dos Estudos Contemporâneos da
mesma Fundação desde 2000.
Foi, entre
Janeiro de 2002 e Abril de 2007, colunista residente do Diário de Notícias.
Foi, desde Março de 2007 até ao final do programa (2008), comentador residente
do programa televisivo Choque Ideológico na RTPn.
Foi ainda o responsável, no âmbito
do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, da programaçao das áreas do
Pensamento, Ciência, Literatura e Livros, Projectos Interdisciplinares e
Articulação com Roterdão.
Foi director do Instituto da Artes
do Ministério da Cultura de Portugal entre Setembro de 2003 e Setembro de 2005.
Foi conselheiro cultural da
Embaixada de Portugal em Roma entre Janeiro de 2009 e Abril de 2012.
José Gomes Pinto
Título da comunicação: Sob o imperativo do novo
José
Gomes Pinto é doutorado em Filosofia-Estétia e Teoria das Artes. É professor na
Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade
Lusófona de Humanidades e Tecnologias. As suas áreas de investigação
concentra-se na teoria dos media, filosofia da técnica e estética
contemporânea.
Patrícia Portela
Nasceu em 74. É autora de performances e instalações entre
as quais se destacam o Banquete
(top10 dos melhores espectáculos na Bélgica 2007), a Trilogia Flatland (prémio Acarte/Madalena de Azeredo Perdigão, prémio
Associação dos Críticos de Teatro Portugueses 2006), WasteBand (prémio Teatro na Década e Menção Honrosa Prémio
Acarte/Madalena de Azeredo Perdigão 2003) ou Hortus em parceria com Christoph de Boeck em 2012. Vive entre Paço
de Arcos e Antuérpia.
Publicações:
Operação cardume
rosa, Editora Fenda, 1998: Se não
bigo não digo, Editora Fenda, 1999; Odília
ou a história confusa do cérebro de Patrícia Portela, Editorial Caminho,
2007; Os escudos humanos, in Panos.
Palcos novos, palavras novas, Culturgest, 2008; Para Cima e Não Para Norte, Editorial Caminho, 2008; Robinson
Crusoé, TNDMII/Bicho do
mato, 2010; O Jogo, conto inserido na coletânea “Fora de Jogo”, Caminho
das palavras, 2010; Babbot, conto inserido na coletânea “O prazer da
leitura, vol. 3”, Teorema/Fnac, 2011; KRIS, colectânea de ensaios de autores
europeus sobre a crise, edições ASTOR FORLAG
Victor Pinto da Fonseca
Título da comunicação: Arte vs. Diversidade e Cosmopolitismo
Victor Pinto da Fonseca (1962) é colecionador, curador
e diretor do Transboavista Art Edifício, da Plataforma Revólver - para a Arte Contemporânea,
da VPF Cream Art Gallery e autor e diretor executivo do projeto Artecapital.net, revista online de arte
contemporânea.
Entre os seus últimos projetos, destam-se as seguintes
exposições: O Sonho de Wagner, 2012 (Plataforma Revólver); A Corte do
Norte, 2011 (Plataforma Revólver); A Arte é a melhor forma de conhecer o
mundo, 2010 (BES Arte & Finança); Muxima – Alfredo Jaar, 2007 (Centro Cultural
de Belém); Lisboa- Luanda-Maputo, 2007 (Galeria do Torreão Nascente da
Cordoaria Nacional).
Edmundo Cordeiro
Título da comunicação: Dinheiro
— coisas de Bresson e Garrel
Edmundo
Cordeiro: Nasceu em Santarém a 16 de Dezembro de 1964. Em 1983, recebeu o Prémio Nacional de Poesia
Juventude Socialista (júri: Eduardo Prado Coelho, Lídia Jorge e Teolinda Gersão).
Nesse ano, veio para Lisboa,
tendo-se formado com os professores Maria Filomena Molder e José Bragança de
Miranda, com dissertações sobre Fernando Pessoa e o escritor alemão Ernst Jünger.
Com uma bolsa de doutoramento (1997-2000), fez estudos na École des Hautes Études
en Sciences Sociales, na Université Sorbonne Nouvelle e na Université Paris
VIII, com os professores Georges Didi-Huberman, Jacques Aumont e Alain Badiou,
de onde resultou a tese
sobre a estética do filósofo francês Gilles Deleuze, publicada com o título «Actos
de Cinema» (Angelus Novus, Coimbra, 2005). Realizou um pós-doutoramento com
investigação sobre a concepção e prática de cinema dos cineastas Pierre
Perrault e Pedro Costa (Université de Montréal, Canadá, 2010), com supervisão
do professor James R. Taylor, a publicar sob o título «Ficção e Documentário»
(no prelo). Publicou ainda «Géneros Cinematográficos» (E. U. Lusófonas, 2007). A partir de 1991, foi professor na Universidade do
Minho e na Universidade da Beira Interior, sendo actualmente professor na
Escola de Comunicação, Arquitectura, Artes e Tecnologias da Informação da
Universidade Lusófona. Foi argumentista de «Na Escola» (Jorge Cramez, 2010) e
'script doctor' do filme «O Capacete Dourado» (Jorge Cramez, 2007). Realizou o
filme documentário «Palavra e Tentação» (2009), sobre José Bragança de Miranda. Desde
1990 que escreve e publica regularmente sobre questões de estética e cultura
contemporâneas, em particular sobre cinema.
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